domingo, 26 de dezembro de 2010

Sobre a unificação dos títulos e os VERDADEIROS chorões

Pelé, hexa campeão nacional
Há quase um mês que eu sempre visito sites ou blogs sobre futebol e vejo colunistas falando e criticando a unificação de títulos brasileiros. Meus caros jornalistas, vocês querem questionar o inquestionável? Não façam isso, pois, como eu estou vendo em artigos escritos por "jornalistas" como Paulo Vinicius Coelho, Marcelo Damato, Emerson Gonçalves e periódicos como Lance, Gazeta Esportiva, Uol,  vocês estão caindo em contradição.
Não satisfeitos com seu espaço grandioso e glamuroso na mídia virtual, fizeram agora um blog ridiculamente tosco, cagado, que até chego a dizer que o meu é mil vezes menos escroto. Quando fiquei sabendo por amigos do "santossempresantos.com.br" que esses grandíssimos jornalistas donos da verdade tinham feito esse tal blog, em abominação as claras conquistas de clubes brasileiros de 1959 à 1970, achei que quando entrasse, veria uma postagem clara e esclarecedora, digna da grandeza que eles, supostamente, acham que tenham na imprensa esportiva brasileira. Me enganei. Vi apenas uma postagem, uma só! É palavras tão sem nexo juntas, eu ousaria dizer que jamais havia visto. Mas vamos deixar isso de lado e vamos por os fatos aqui, vamos pegar o que é verdade, o que já está mencionado e homologado na lei e vamos esculachar e rir das supostas verdades desses jornalistas, que na verdades, são farsas, argumentos para se fazer uma lavagem cerebral, que apenas da certo com pessoas com a cabeça fechada e que torcer para clubes pequenos... simples assim.


1º: Taça Brasil; 1959 - 1967
Foi uma competição de futebol disputada em sistema de copa entre 1959 e 1968 e reunia as equipes campeãs estaduais do Brasil. Foi criada pela CBD em 1959 para indicar os representantes brasileiros para a Copa Libertadores da América. É considerado o primeiro torneio de nível nacional, no Brasil e ao lado do Torneio Roberto Gomes Pedrosa), foi precursor de sua versão ampliada, o Robertão, que por sua vez foi o precursor do Campeonato Brasileiro de Futebol. Somadas todas as suas edições, teve 452 jogos, com 1.341 gols (média de 2,99 gols por jogo).


Ora, porque tanta indiferença com a Taça Brasil, o Campeonato Brasileiro da época? Tudo por uma questão de nome? De equipes participantes e do número delas?
Se o Corinthinha e o São Paulo da Floresta nunca participaram desse torneio, a culpa e deles próprios, pois se classificavam para esse campeonato o campeão do torneio estadual, e nesse tempo, quem mandava, deitava e rolava no futebol paulista era o Santos Futebol Clube e, quando acontecia alguma coisa de outro mundo e o clube não era sagrado o campeão, a Sociedade Esportiva Palmeiras era campeã.
Dizem também que poucas equipes participavam desse torneio. Meus caros, foram 197 (cento e noventa e sete, ou vocês querem que eu desenhe também?) equipes que participaram desse campeonato nacional. E ousam dizer que apenas clubes do eixo sul/sudeste participavam do torneio, e está ai mais um erro abominável. O menor número de estados representado por algum clube de seu território no campeonato aconteceu no primeiro ano de sua realização, 1959. Em 1964, 1965, 1966 e 1968, foram 21 (vinte e um) estados representado(s) por seu(s) clube(s).
Eram campeões brasileiros até na Europa.
E a média de público nesse campeonato então, nem se discuti. Em 31/03/1963, Botafogo 3 x 1 Santos, Maracanã, 102.260 pagantes, Pouco não? Agora você vai e compara os pagantes de outra final do "Campeonato Brasileiro" com essa ou outra final da Taça Brasil. Absolutamente humilhante.


2º: Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão); 1967 - 1970
Foi uma competição nacional de futebol no Brasil disputada de 1967 a 1970, antes da criação do Campeonato Brasileiro. Também conhecido como "Robertão", o torneio passou a ser considerado nacional a partir de 1967, quando o antigo Torneio Rio-São Paulo (cujo nome oficial era Torneio Roberto Gomes Pedrosa) foi ampliado.
Considerado o embrião do Campeonato Brasileiro, foi ampliado para, pela primeira vez, reunir os principais clubes do Brasil: Palmeiras, Corinthians, Santos, São Paulo e Portuguesa (de São Paulo), Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama, Botafogo e Bangu (da Guanabara), Internacional e Grêmio (do Rio Grande do Sul), Cruzeiro e Atlético (de Minas Gerais) e Ferroviário (do Paraná). Em 1968 foram incluídos Bahia (da Bahia) e Náutico (de Pernambuco), e o representante do Paraná foi o Atlético Paranaense. Em 1969, o América subsitituiu o Bangu como quinto representante carioca, enquanto que os estados do Paraná e Pernambuco foram representados por seus campeões do ano anterior, Coritiba e Santa Cruz. Em 1970, o Atlético Paranaense voltou a representar o seu estado.
Públicos significativamente consideráveis, como no jogo Fluminense 1 x 1 Atlético-MG, Maracanã, 112.403 pessoas, 20/12/1970. Uma final espetacular, com grande públicos e, no final, a gloriosa torcida tricolor carioca, ganhou o título, a consciência e o direito de dizer: "Sou campeão brasileiro de 70!"
Laor, Lima e Pepe, campeões brasileiros!
Negar que os títulos de 1959 à 1970 são torneio nacionais, é uma negligência absurda, uma, na lingua popular, idiotisse sem igual, um ato de covardes, de jornalistas da escória da sociedade e da mídia marrom! Seria o mesmo que dizer, acreditem, que o Brasil é Bi-Campeão do mundo, póis nos anos de 1958, 1962 e 1970, quem gerenciava o futebol brasileiro era a CBD, e não a CBF.
Quero ver quem tem coragem suficiente para chegar para a torcida do Real Madrid e dizer para eles que das nove conquistas que eles conseguiram da UEFA Champions League, apenas três são legítimas, pois quando conquistou as outras, o torneio se chamava Taça dos Campeões Europeus... mas nem por isso ele é menos campeão, pelo contrário.
Com vocês Bambis do morumbicha, aconteceu o que é questionavel por vocês: entrar na competição na fase de mata mata. Em 1993, o São Paulo disputou o Mundial de Clubes (ou Torneio Intercontinental, como cismam alguns) contra o Milan-ITA. Afinal, naquela época, o Mundial de Clubes era composto pelo campeão da Libertadores e o da Champions League, certo? Errado, pelo menos naquela ocasião. O campeão da Liga dos Campeões foi o Olympique de Marselha-FRA, que não disputou o mundial por problemas de corrupção com seu então presidente. O Milan, vice da Europa, foi em seu lugar. E nem por isso o São Paulo é menos campeão do mundo.
As equipes se classificam para o mundial conforme o seu regulamento. O Mazembe não é campeão mundial, nunca teve jogadores espetaculares em sua equipe e nem apareceu tanto na mídia quanto nesse ano, mas se qualificou para o Mundial de Clubes porque a FIFA da uma vaga para os clubes da África. Não é desonra nenhuma para a Internacionale de Milão ter sido campeã mundial encima de um clube pequeno, longe disso, o time foi campeão mundial, considerado, reconhecido, firmado em lei, assim como agora o Santos Futebol Clube é Octa campeão brasileiro.


Como essa equipe pode ser esquecida ?
Não estão dando nada de graça para esses clubes, que são conhecidos internacionalmente. Não precisava dar nada de mão beijada ao Santos Futebol Clube, equipe com maior número de conquistas (96). Acredito que os senhores, com atos infantis e injures, estão se equivocando muito, e de uma forma burra, sem vergonha, assim como crianças de 11 anos discutem com seus colegas sobre os seus times de futebol. Vocês estão deixando a ética e a hombridade de um homem digno e pai de família, para se comportam como um moleque, como um maricas.
Enlouqueçam, matem-se, mas não briguem contra as provas. Brigar com os fatos, com a história, seria uma briga sem causa e sem compreensão, seria como se um leigo estivesse ensinando a bíblia para os fiéis da igreja. Sejam jornalistas dignos oras, ou ao menos, disfarcem melhor. Parem de mostrar para todos que vocês estão insistindo no erro, parem de ser ridicularizados por grandíssima parte da população. Ao contrário do que o caro e revoltado torcedorzinho Marcelo Damato diz, justiça não é um item de supermercado que perde a validade com o tempo... justiça e dignidade são as maiores e melhores qualidade que um ser humano pode ter. Reparar um erro, mesmo tarde, é um ato belo, digno de pessoas que respeitam o próximo. E nesse caso, esse reconhecimento enche os olhos de lágrimas de jogadores como Pelé, Pepe, Tostão, Joel, Coutinho, Felix, que depois de 40 anos, estão vendo seus títulos reconhecidos legalmente, pois eles mesmo já se sentiam campeões brasileiros. Pena que foi tarde e alguns grandíssimos jogadores não puderam ver seus títulos reconhecidos, mas em qualquer lugar que estejam eles estão felizes, vendo que foram lembrados e entraram de vez para a história do futebol brasileiro, o melhor e mais histórico futebol do mundo.

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